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Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Dentro de exatamente um mês será lançado meu novo livro: O Beijinho e Outros Crimes Delicados. Dia 31 de agosto, à tarde, na mesma Martins Fontes da avenida Paulista onde, um ano e meio atrás, tomamos aquele banho de rio.

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O tempo segue seco
e eu zapeio nuvens.

A chuva saiu de cartaz.

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Cedinho, caminhando com Bento.

Os dois conversam à nossa frente, sem alterar o tom de voz:

‘Cara, permita que te diga: Você é o tipo de gente que não faria a menor falta ao planeta’
‘Só por quê não reciclo lixo?’
‘Não. Porque não recicla a mente’

 

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fui!

Considero perdida a batalha para o gerundismo porque ‘vou estar transferindo a ligação’ já virou osso na boca de cachorro. Entretanto, ainda sou capaz de me surpreender, veja só!
Passei em frente à vitrine e vi uma sandália que me interessou. Não parei naquele momento porque estava com pressa. Voltei dois dias depois e ela não estava mais exposta. Fui abordado pela vendedora simpática. Perguntei da sandália. Ela alongou o indicador na boca pintada, franziu a testa, refletiu por oito segundos e recebeu a luz: ‘Sim, aquela sandália marinho bem confortável. Ah, vendi ontem à tarde, não vou estar tendo no momento. Posso estar lhe mostrando outra no mesmo estilo?’
Não, não pode. Vou estar me retirando. De calo nos pés e baleado nos ouvidos.

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A carta suicida de Marcela guardo na caixa de ferramentas. As miniaturas de máscaras japonesas, na caixa de madrepérolas. Na memória, o ninho de ovos branquinhos que encontrei no pasto – sete anos tinha? Na carteira, a foto do amor que me largou quarenta anos faz. No bolso, o caroço da pinha. É aquecido no gradil costal que mantenho aceso o primeiro verso. Descobri na gaveta do faqueiro de prata a dentadura do vô Guilhermino que, palavra de honra, nem sabia ter guardado.

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Pipoca em espanhol é palomita. Pomba é paloma. Quando o milho pula na panela virando pipoca, ouço o estouro das pombinhas desenfreadas. Outro dia juntaram-se várias, explodiram a tampa de alumínio, irromperam de lá e bateram asas pela janela aberta da cozinha. Sem sal, sem manteiga nem nada. Apenas asas.

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um casal

No show, quando Gal cantou ‘Tudo doi’, Maria se emocionou com a destemperança da canção. José se lembrou do acidente de moto quatro anos atrás. Daqui a dois meses irão se casar.

Gal vai continuar cantando.

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