Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘AMY reprise’ Category

Bastante chateado, estou publicando novamente duas postagens sobre AMY WINEHOUSE, de janeiro passado.

Anúncios

Read Full Post »

AMY

Há uns dois anos ouvi sua voz pela primeira vez no carro de minha sobrinha Danielle.

– Quem é, Dani?

– Uma cantora inglesa, tio. Chama Amy Winehouse e é massa, não é?

Realmente chapei com a voz da cantora. Danielle me fez uma apresentação rápida e arrematou:

– Se o senhor gostou, trate de curtir porque do jeito que a mocinha é traquinas, estão apostando que não vai muito longe. O que seria uma pena, me amarro nela.

Verdade. Desde então ela esteve envolvida em várias cenas dispensáveis. Escândalos à parte, a performance de Amy me agrada demais. Gosto de seu estilão low profile e de sua presença cênica cheia de atitude e estilo (às vezes cheia de otras cositas mas). Além do vozeirão, evidente. Mistura de Billie Holiday e Janis Joplin, cantando um repertório corrosivo e autoral. Sabe que há uma pitada de Bethânia ali? Esta é uma daquelas artistas que não permitem dissociação entre o que canta e a sua própria garganta.

No próximo sábado ela estará em São Paulo. Combinei com Danielle, lá atrás, que se ela viesse ao Brasil assistiríamos juntos. Dani está passando uma temporada nos Estados Unidos e eu ainda não me decidi se vou mesmo ao show ou não. Há momentos em que estou absolutamente decidido: é claro que SIM. Logo depois considero que o desconforto da platéia talvez já não condiga com este jovem senhor que vos fala, e para acompanhar do telão fico com o meu DVD, mas e o clima ‘ao vivo’ com a galera?! Por quê essa garota não se apresenta no Bourbon Street, por exemplo? Não tem tudo a ver com o tom selvagem e lilás que respira no seu canto? Eu estaria no gargarejo, sem hesitar.

Aplaudiria sua trama de luz e sombra, claros e escuros, cheios e vazios que compõe a performance dos artistas que, efetivamente, têm o que dizer.

E, por favor AMY, mesmo que eu não apareça por lá, não deixe a galera a ver navios, combinado?

Read Full Post »

Resolvi ir ao show de Amy Winehouse, lembra que eu estava na dúvida?

Pois bem.  Sábado à noite, neca de chuva, Luciana e Will animadíssimos, cerva gelada em casa, um Rehab pra aquecer, lá fomos nós. Resolvemos ir de taxi, imaginando a dificuldade para estacionar, o show no próprio estacionamento do Anhembi. Jovem é jovem e Deus permite a todo mundo uma loucura. Tudo bem, em termos de permissividade do Altíssimo sei que já estou na prorrogação, but war is war.

O show foi demais. Gente à beça, noite clara, um som ótimo, a platéia hiper animada, as canções na ponta da língua, Amy há léguas dali. Não fora tão blasé a garota teria se emocionado verdadeiramente, fazer o quê?!

Show acabado, abriram as porteiras e começou a debandada geral. Aproveitamos para dar um tempo, comer um cachorro-quente, quem liga para colesterol em noite de Amy Winehouse?

Barriguinha cheia, procurar um TÁXI. Dez minutos, nada, meia hora, nada, quarenta minutos, nientes, uma hora e meia depois…nothing. No Rádio-Táxi previsão de 60 minutos ou mais. Sujeito a chuvas e trovoadas.  A galera trepidando, a rua lotada, daqui a pouco é madrugada.

Caminhando por ali, o cansaço dos anos, um hotel aparece pela frente: Holiday Inn.

Entreolhamo-nos, refletimos e nos demos as mãos: é com esse que eu vou!

– Por favor, um apartamento triplo.

O hotel lotado. FEIRA DO COURO. Tamanha a necessidade, o recepcionista nos liberou um apartamento. Cama macia, fronhas e lençóis brancos, ar refrigerado. O sono dos justos.

Acordamos em torno das nove. Café da manhã. Luciana com fome, preocupada com o marido e a filha que não dão bola para a nossa Amy. Lavei o rosto.

Estaria tudo perfeito não tivesse eu resolvido no sábado à noite vestir a túnica indiana e uma conga verde para entrar no clima Amy Fashion Winehouse. Eu disse túnica, não falei bata, compreendeu?

Não, não sou chegado a excentricidades, mas, para a noite da londrina estava absolutamente de acordo, vive la différence. Para um café da manhã num hotel enorme abrigando uma feira, nem tanto.

A primeira coisa que pensei quando abri o olho naquele quarto confortável foi: a indumentária. A segunda, dane-se! Como diria mamãe: não sou daqui nem vim pra ficar.

Descemos para o restaurante. Casa cheia. Dei uma passada d´olhos, duvidei, mas fui em frente. Lembrei da antiga máxima: ‘não basta ser monge, há que vestir o hábito’. Assim fiz. Juntei as mãos, abri um sorriso displicente e fui à mesa. Pão, croissant, suco de laranja, salada de frutas, queijo branco. Presunto. Escuta: monge pode comer presunto? Eu estava salivando. Dei uma sapiada geral, baixei a vista e peguei três fatias. Aproveitei e acrescentei salsicha com ovos mexidos. Um cadiquinho de bacon, mais Amy, impossível. Monge tupiniquim pode!

Fernanda Takai, do lado de lá, entendeu tudo.

Quando, finalmente, conseguimos um táxi, o domingo já estava cheio de sol.

Essa menina pode ser irreverente, mas não é de todo má, e faz um bem danado pra gente.

NAMASTE!

Read Full Post »