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Archive for agosto \29\UTC 2011

Falaram de um malassombro esgarçando o segundo – era apenas eu pipocando no mundo…

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paixãozinha

Pra agradar o bofe, ela, que aos trinta e cinco tentava assumir um relacionamento pela primeira vez, postou no face: ‘estou em uma amizade colorida’; ele escreveu do lado de lá, todo tímido: ‘tu esqueceu que eu sou daltônico?’.

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Abaixo, outro fragmento de A Hora Espraiada, coletânea de pequenos textos aleatórios (?) que escrevi há anos e, vez em quando, revejo e refaço. Em 2010 postei aqui dois fragmentos. Estou às voltas com o curso da Noemi – que recomeçou -, a escrita de As Linhas Tortas, revisão de antigos textos, e, pra relaxar, tenho voltado à esta Hora… que foi importante pra mim quando a escrevi pela primeira vez, tanto tempo faz.

A literatura tem tomado cada vez mais espaço em meu cotidiano. Por enquanto tenho conseguido dizer SIM.

Um abraço

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Ainda não é fácil abrir as cortinas e iluminar a cena, uma vez que a estrutura trincou quando perdemos aquele canal de comunicação, os tubos romperam; até ali tudo era passível de reconstrução. Quando acabou, quando começou a acabar, o que falávamos para nos explicar, o que queríamos compreensível, surpreendente e novo caía no chão feito estalinhos de São João. Se não me movimentasse, nossa vida seria uma eterna festa junina fora de época. O que nos uniu ficou ameaçado por essas atitudes que só queriam mudar, entender e, pasme, permanecer – nós, àquela altura, conhecendo a inutilidade de permanecer. Acabou no momento em que o que falávamos para nos entender e cogitar cumplicidade deixou de ser um movimento construtivo para se transformar em um carro que estanca depois da primeira marcha, engasgado – e os mosquitos invadiram a janela, em bando, nos impedindo de manter o curso. O que poderia ser solidariedade transformamos numa acusação recíproca sobre quem deixou a janela aberta; e perdemos um longo tempo desnecessário. O estrago foi considerável, mas não o suficiente para me impedir de retornar e propor este passeio por uma estrada vicinal. Desconhecida.

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jouer

Quando escrevo, sou o deus batendo figurinha com o demônio à beira do abismo;

(faz um vento).

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Contei aqui, outro dia, que estou escrevendo um não-sei-quê chamado As Linhas Tortas. Começou como conto, cresceu, criou outra estrutura, e vai seguindo. Abaixo, outro fragmento dessa narrativa.

Para ler a primeira postagem deste texto selecione As Linhas Tortas na ‘pesquisa’.

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Tetê, aos quatorze anos, está tão adulta, e a mãe, aos quarenta, tão juvenil, que hoje cedo elas pintaram as unhas, retocaram a maquiagem, permutaram as saias e saíram às ruas à procura de quem as pudesse trocar de prateleira outra vez.

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