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Archive for julho \31\UTC 2011

Caro amigo  Santana!!!

Promessa é dívida.

Depois de muito pensar, resolvi pagá-la relatando um momento muito significativo em minha vida, que ficarei feliz em compartilhar com toda esta galera “up” que frequenta seu blog, igualmente “up”.

Costumo dizer que para viajar, além de vontade, disposição e curiosidade, basta cash (de qualquer espécie) e documentos. Apenas isso. E com apenas isso toda e qualquer viagem acontece. Roupa, maquiagem, mala, livros, calçados, qualquer coisa se compra. Já perdi – e/ou já perderam – e esqueci tudo que se pode imaginar como imprescindível numa viagem. Possivelmente, alguns dirão, que podemos viajar até sem cash e sem documento. Não duvido. Outros desistem de viajar por não dominarem o inglês ou o idioma do país visitado. Descobri que a língua apenas dificulta. Nada mais que isso. Ela não impossibilita a viagem.

Porque a língua mãe de todo o planeta é a linguagem internacional dos gestos. E todos nascemos habilitados e aptos a usá-la.

Anos atrás, logo após o 11 de setembro em NY, tive que renovar meu visto americano. Íamos – meu marido e eu – a um congresso em Montreal, no Canadá, e planejamos passar uma semana nos USA. Uma semana antes da viagem, implantaram a entrevista obrigatória no consulado americano. E é obvio, que minha viagem e minha entrevista entraram em conflito de agenda e acabei viajando sem o visto. Por sorte nossa passagem era São Paulo – Toronto. Só fiquei sabendo da falta do meu visto americano a bordo do avião, a 14.000(?) metros de altitude. Meu marido se assegurou de que eu não tivesse outra opção. Ou melhor, até tinha: poderia nem desembarcar e retornar imediatamente ao Brasil. Consciente do meu inglês precário e rudimentar – apesar das aulas no Yazigi – decidi que no máximo eu passaria uma semana dormindo no hotel. O que não era uma má ideia, pois na época eu trabalhava em torno de dez horas diárias e estava exausta.

Em Toronto desembarquei sozinha com minha mala, meus documentos, meu inglês capenga e dinheiro suficiente para me hospedar no melhor 5 estrelas da cidade, por uma semana.

Frente a situações assim costumo dizer: RESPIRA FUNDO, SE ACALMA E PENSA. Não adiantava matar meu marido, nem gritar nem chorar.

Troquei algum dinheiro e fui de táxi ao centro de Toronto, próximo à embaixada americana. Já estava anoitecendo e precisava me sentir segura num espaço fechado. Chegando ao hotel e já desencavando meu inglês enferrujado e horroroso, me instalei confortavelmente na cama King Size onde assisti a várias partidas de tênis. Precisava baixar a adrenalina de toda aquela tensão e a bolinha hipnotizante do tênis, indo e vindo, simplesmente me acalmou. Adormeci com a batida seca da bolinha no saibro  da quadra de tênis.

Quando amanheceu fui conhecer – e apenas isso – a embaixada americana e a brasileira e confirmei que ficaria sem o visto americano e com uma semana inteira de Toronto.

RESPIRA FUNDO, SE ACALMA E PENSA.

E mergulhei em Toronto. Saí do Sheraton e me hospedei no Hotel Bond. Um três estrelas muito bem localizado. Estudei o guia e os mapas da cidade, comprei um dicionário inglês&espanhol, afinei o ouvido, exercitei a memória e o maxilar, andei de ônibus, metrô, bonde, barco e a pé. Conheci Toronto de todas as maneiras que se pode conhecer uma cidade. Sozinha. E mal e mal falando inglês.

Gosto deste momento da minha vida, pois no final daquela semana, tive a certeza de que posso ir a qualquer lugar e me comunicar com qualquer pessoa de qualquer parte do planeta.

Gostaria de falar mais e melhor o inglês. Mas já desisti. Cheguei à conclusão de que conhecimento pouco usado, atrofia. Me viro com o que sei e o pouco que sei não me impede de viajar. Além das palavrinhas mágicas “Sorry”, “Excuse-me”, “Please”, “Thank You” duas frases são fundamentais: Can you speak slowly?” e  “How much is this?”.

Do resto, a linguagem internacional dos gestos dá conta. Me comuniquei em chinês, japonês, italiano, espanhol, alemão, sueco …….. sem palavras. Compreendi e fui compreendida. E isto é o que importa.

Próximo destino? Qualquer lugar do planeta.

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Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval…

Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
DAQUELES QUE VELAM
PELA ALEGRIA DO MUNDO
Indo e mais fundo
Tins e bens e tais…

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face

Cheguei ao facebook. Há tempos me sugeriam entrar mas nunca havia rolado um interesse concreto. Aconteceu. Alessandra abriu uma página pra mim (será assim que se fala?) e me conduziu pela mão; sou jurássico nesse assunto, você sabe. Que aconteceu?! fiquei ligado. Em dois dias já criei até álbum de foto e ando visitando a página de pessoas que não tenho visto, sabe como são os caminhos…

Continuo bastante atrapalhado por lá, não saí ainda do beabá, mas tô firme. Tem sido divertido, tem sim. Como diria Esperança: ‘se cupim não der e barata não roer…’

Falar em Esperança, continuarei postando a nova versão de O Rio Que Corre Estrelas. Não adianta, esse rio não esbarra de correr, e sempre que ele passa por aqui não consigo deixar de mergulhar.

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Bastante chateado, estou publicando novamente duas postagens sobre AMY WINEHOUSE, de janeiro passado.

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AMY

Há uns dois anos ouvi sua voz pela primeira vez no carro de minha sobrinha Danielle.

– Quem é, Dani?

– Uma cantora inglesa, tio. Chama Amy Winehouse e é massa, não é?

Realmente chapei com a voz da cantora. Danielle me fez uma apresentação rápida e arrematou:

– Se o senhor gostou, trate de curtir porque do jeito que a mocinha é traquinas, estão apostando que não vai muito longe. O que seria uma pena, me amarro nela.

Verdade. Desde então ela esteve envolvida em várias cenas dispensáveis. Escândalos à parte, a performance de Amy me agrada demais. Gosto de seu estilão low profile e de sua presença cênica cheia de atitude e estilo (às vezes cheia de otras cositas mas). Além do vozeirão, evidente. Mistura de Billie Holiday e Janis Joplin, cantando um repertório corrosivo e autoral. Sabe que há uma pitada de Bethânia ali? Esta é uma daquelas artistas que não permitem dissociação entre o que canta e a sua própria garganta.

No próximo sábado ela estará em São Paulo. Combinei com Danielle, lá atrás, que se ela viesse ao Brasil assistiríamos juntos. Dani está passando uma temporada nos Estados Unidos e eu ainda não me decidi se vou mesmo ao show ou não. Há momentos em que estou absolutamente decidido: é claro que SIM. Logo depois considero que o desconforto da platéia talvez já não condiga com este jovem senhor que vos fala, e para acompanhar do telão fico com o meu DVD, mas e o clima ‘ao vivo’ com a galera?! Por quê essa garota não se apresenta no Bourbon Street, por exemplo? Não tem tudo a ver com o tom selvagem e lilás que respira no seu canto? Eu estaria no gargarejo, sem hesitar.

Aplaudiria sua trama de luz e sombra, claros e escuros, cheios e vazios que compõe a performance dos artistas que, efetivamente, têm o que dizer.

E, por favor AMY, mesmo que eu não apareça por lá, não deixe a galera a ver navios, combinado?

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Resolvi ir ao show de Amy Winehouse, lembra que eu estava na dúvida?

Pois bem.  Sábado à noite, neca de chuva, Luciana e Will animadíssimos, cerva gelada em casa, um Rehab pra aquecer, lá fomos nós. Resolvemos ir de taxi, imaginando a dificuldade para estacionar, o show no próprio estacionamento do Anhembi. Jovem é jovem e Deus permite a todo mundo uma loucura. Tudo bem, em termos de permissividade do Altíssimo sei que já estou na prorrogação, but war is war.

O show foi demais. Gente à beça, noite clara, um som ótimo, a platéia hiper animada, as canções na ponta da língua, Amy há léguas dali. Não fora tão blasé a garota teria se emocionado verdadeiramente, fazer o quê?!

Show acabado, abriram as porteiras e começou a debandada geral. Aproveitamos para dar um tempo, comer um cachorro-quente, quem liga para colesterol em noite de Amy Winehouse?

Barriguinha cheia, procurar um TÁXI. Dez minutos, nada, meia hora, nada, quarenta minutos, nientes, uma hora e meia depois…nothing. No Rádio-Táxi previsão de 60 minutos ou mais. Sujeito a chuvas e trovoadas.  A galera trepidando, a rua lotada, daqui a pouco é madrugada.

Caminhando por ali, o cansaço dos anos, um hotel aparece pela frente: Holiday Inn.

Entreolhamo-nos, refletimos e nos demos as mãos: é com esse que eu vou!

– Por favor, um apartamento triplo.

O hotel lotado. FEIRA DO COURO. Tamanha a necessidade, o recepcionista nos liberou um apartamento. Cama macia, fronhas e lençóis brancos, ar refrigerado. O sono dos justos.

Acordamos em torno das nove. Café da manhã. Luciana com fome, preocupada com o marido e a filha que não dão bola para a nossa Amy. Lavei o rosto.

Estaria tudo perfeito não tivesse eu resolvido no sábado à noite vestir a túnica indiana e uma conga verde para entrar no clima Amy Fashion Winehouse. Eu disse túnica, não falei bata, compreendeu?

Não, não sou chegado a excentricidades, mas, para a noite da londrina estava absolutamente de acordo, vive la différence. Para um café da manhã num hotel enorme abrigando uma feira, nem tanto.

A primeira coisa que pensei quando abri o olho naquele quarto confortável foi: a indumentária. A segunda, dane-se! Como diria mamãe: não sou daqui nem vim pra ficar.

Descemos para o restaurante. Casa cheia. Dei uma passada d´olhos, duvidei, mas fui em frente. Lembrei da antiga máxima: ‘não basta ser monge, há que vestir o hábito’. Assim fiz. Juntei as mãos, abri um sorriso displicente e fui à mesa. Pão, croissant, suco de laranja, salada de frutas, queijo branco. Presunto. Escuta: monge pode comer presunto? Eu estava salivando. Dei uma sapiada geral, baixei a vista e peguei três fatias. Aproveitei e acrescentei salsicha com ovos mexidos. Um cadiquinho de bacon, mais Amy, impossível. Monge tupiniquim pode!

Fernanda Takai, do lado de lá, entendeu tudo.

Quando, finalmente, conseguimos um táxi, o domingo já estava cheio de sol.

Essa menina pode ser irreverente, mas não é de todo má, e faz um bem danado pra gente.

NAMASTE!

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agulha

Enferrujado o metal; talvez o uso frequente. O tempo vem carcomendo toda a circunferência, a velhota costura o dia inteiro – e o atrito com a linha, única visita possível; eu vivo tão só. Por minha causa é que não há ricos no céu, e os camelos – que não acreditam em milagre, nem jamais fizeram alongamento – desistiram há muito tempo de passar por aqui.

Quem foi mesmo que escreveu a Bíblia?!

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