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Archive for janeiro \30\UTC 2011

GATOS, felinos, Fellini, SOFIA Loren…CRIA. Quer coisa mais APAIXONANTE? Todo AMOR que houver nessa vida quero dar a esta PESSOA.

Tenho BOAS LEMBRANÇAS de tudo que não deixei de fazer, esta é uma das características do MEU TEMPERAMENTO. Não ter medo de fazer NADA daquilo que meu coração manda.

COMIDA, VIAGEM, tudo de bom! A única pena é não fazer uso disso com a freqüência que eu gostaria. NÃO! Pensando bem, não é verdade… estou sendo injusta! Posso dizer que passo muito bem em casa com as delícias feitas pelo PAPA, e por conta disso fica fácil ser um BOM GARFO. E quanto às viagens, se continuarem como nos últimos 2 anos…….. seria ótimo, um SONHO.

PAIXÃO. Não acredito que exista sentimento melhor, é o combustível da VIDA. Paixão pelo que se faz, pela vontade de realizar algo, pelos próprios desejos. A vida sem paixão, para mim, seria como água com açúcar, e estou mais para uma boa TEQUILA.

Falando em PAIXÃO, impossível não me referir à ARQUITETURA, fundamento da vida, felicidade, afinal estamos falando de BELEZA, estética, BEM ESTAR. Agora, quando se trata da vertente mais profunda da questão, como uma boa ESCORPIANA , aí é que a coisa me pega, e  tudo se torna mais interessante. Falar de arquitetura é falar de ABSTRAÇÃO, de sentimento, AÇÃO E REAÇÃO, experiência emocional, o inesperado, surpresa, DESEJO, tudo isso envolto pelo NADA, pelo ESPAÇO criado, e não pela matéria, compreende? Não é incrível esta relação não palpável das coisas? ADORO!  Talvez este sentimento possa ser melhor descrito pelo viajante veneziano MARCO POLO, ao comentar uma das muitas “cidades invisíveis” que visitou. Refiro-me ao ÍTALO CALVINO em um dos LIVROS MAIS INSTIGANTES que li:

“Os antigos construíram VALDRADA à beira de um lago com casas repletas de varandas sobrepostas e com ruas suspensas sobre a água desembocando em parapeitos balaustrados. Deste modo o viajante ao chegar depara-se com duas cidades: uma perpendicular sobre o lago e a outra refletida de cabeça para baixo. Nada existe e nada acontece na primeira Valdrada sem que se repita na segunda, por que a cidade foi construída de tal modo que cada um de seus pontos fosse refletido por seu espelho, e a  Valdrada na água contém não somente todas as acabaladuras e relevos das fachadas que se elevam sobre o lago mas também o interior das salas com os tetos e os pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários.

Os habitantes de VALDRADA sabem que todos os seus atos são simultaneamente aquele ato e a sua imagem especular, que possui a especial dignidade das IMAGENS, e essa consciência impede-os de abandonar-se ao acaso e ao esquecimento mesmo que por um único instante. Quando os AMANTES com os corpos nus rolam PELE CONTRA PELE à procura da posição mais prazerosa, ou quando os assassinos enfiam a faca nas VEIAS ESCURAS DO PESCOÇO e quanto mais a lâmina desliza entre os tendões MAIS O SANGUE ESCORRE, o que importa não é tanto o acasalamento e o degolamento, mas o acasalamento e o degolamento de suas imagens LÍMPIDAS e FRIAS no espelho.

AS DUAS VALDRADAS VIVEM UMA PARA A OUTRA, OLHANDO-SE NOS OLHOS CONTINUAMENTE, MAS SEM SE AMAR”.

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MOMENTOS DECISIVOS DE

 

              PANDORA

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PANDORA cap 20

– Vocês se conhecem?!

Pandora está fulgurante:

– De antigos carnavais. Ou antigas tarantelas, Marcão?!

Pandora se refere à perseguição que sofreu da máfia italiana quando morou na Toscana. Amiga de Totó e Gema (lembra deles?), foi igualmente perseguida, escapando por pouco do cadafalso. Marco Antônio, que como sabemos, presta serviços àquela entidade, ajudou em sua escapada para o Brasil, mas como todo vilão que se preza, exigiu o troco. Pandora veio com uma missão especial: seduzir Bernardo e aproximar Marco Antônio de Leonor.

Ela mesma: Leonor. Conforme sugerido no capítulo 14, há tempos ele tenta seduzir a mulher do amigo. Sem sucesso, diga-se, porque apesar de alguns mal entendidos, Leonor tem se mostrado uma mulher fiel durante todo o folhetim. Este homem, entretanto, não admite negativas, e quando escolhe sua presa ela está fatalmente condenada ao abate. E ele quer por que quer abater aquela mulher. Marco não gosta de mulheres esquálidas. Às antigas, aprecia formas arredondadas e fornidas. No escritório, sua caixinha de música: oito quadros de Botero.

Acontece que Pandora ao conhecer Bernardo conheceu todo um universo. Tanto quanto ele, ela vinha de um período de temor e desencanto. Hospedada há mais de um mês em sua casa se sente integrada à família, chegando praticamente àquele esquema de cama-mesa-e-banho. Talvez por isso esteja tão à vontade para encarar o algoz que retorna.

Ela morde a maçã e se recosta na parede. Continua:

– Conheci Marco Antônio quando morei em Florença. Fazia um curso de História da Arte; Marco é praticamente um mecenas, você deve saber, Bernardo. Ele foi extremamente gentil durante toda a temporada que passei ali. Tenho enorme prazer em revê-lo. – E estende a mão com altivez.

Pierre chega puxando a mala. Ouviu o comentário de Pandora. Bota a mão na cintura e se dirige ao visitante:

– Figura-te!

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Quadros do acervo de Marco Antônio. BOTERO. Clique no X para apreciar.

                

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PANDORA cap 19

Quando Pandora saiu da suíte de Pierre estava prestes a amanhecer. Ela foi, pé ante pé, até o quarto onde estava hospedada. Ao abrir a porta se deparou com Bernardo sentado na cama.

Ele perguntou com serenidade:

– Algum problema com o colchão, Pandora?

– Lembra da historinha do príncipe e a ervilha? Havia uma ervilha embaixo do meu colchão – ela sorri sem embaraço.

– Você passou a noite com Pedro Augusto?

– E posso te adiantar que não ficamos trocando receitas de bolo – ela tirou o penhoir de seda e sentou na cama ao lado de Pierre. Perguntou baixinho, o hálito quente:

– Você me faz companhia? Ainda não amanheceu.

Bernardo precisou ser forte. Muniu-se de coragem e se levantou. Embora fosse todo desejo, a lembrança de Leonor ocupando uma cela que seria para ele foi incorruptível. Ele saiu em silêncio deixando Pandora com os olhos na porta. Bernardo tem brio. Ou isso é culpa?!

No café da manhã Pierre parece um rouxinol, lépido e sonoro. Bernardo o observa com um certo orgulho viril. Após o café, o jovem se levanta, faz uma pirueta no meio da sala e fica na ponta como fosse se apresentar no Municipal. Os braços em cisne, movimentando asas de isopor. Bernardo balança a cabeça, este é o meu garoto. Abre o jornal.

Pandora é despertada pelo celular. Sua voz é de sono. A outra voz é de quem tem pressa.

– Oi Pandora, sou eu. Estou de volta. Achou que tinha esquecido você?

Ela senta na cama, tamanho o susto.

– Onde você está?

– Em frente à casa de seu amigo Bernardo. Farei uma visita a ele.

Pandora se angustia ainda mais. Fica muda. Ele continua:

– Saindo daqui quero te ver. Espero que você tenha boas novas para mim. Seu prazo está esgotando, a minha paciência também.

Desliga o telefone.

Tocam a campainha. Pandora pula da cama, lava o rosto, dá um jeito no cabelo, veste uma túnica oriental e segue, descalça, até o living. Antes, passa na mesa do café da manhã e pega uma maçã. Os dois homens já estão sentados, há tempos não se viam. Pandora tem olhos castanhos que resplandecem aos raios de sol que entram pelo vidro. Sorri.

– Bom dia, Bernardo! Como vai, Marco Antônio?

Marco Antônio se levanta, surpreso.

Bernardo olha para os dois.

– Vocês se conhecem?!

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PARA SORAYA

Vivo em guerra com meu travesseiro
que além de baixo é fofoqueiro
Me conta ao pé do ouvido
todas as noites,
o meu dia inteiro 

Kleber Bordinhão

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A cabeça enlouquece,
a criança envelhece,
o de cima desce,
o inesquecível se esquece,
meu amor permanece.

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