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Archive for agosto \30\UTC 2010

BEM AVENTURADOS OS HOMENS DE BOAS MANEIRAS!

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O AMOR serve para nos tornar melhores. Para a gente se descobrir, se alongar, se revirar pelo avesso, QUEBRAR CONCEITOS, PRECONCEITOS, fazer a REVOLUÇÃO.

FAMÍLIA é muito bom quando se reúne para FESTEJAR. E bastante perigosa no dia seguinte à comemoração. Mas é exatamente entre a FESTA e o DIA SEGUINTE que a gente vive, não é? Por isso – por muito mais – FAMÍLIA é tão importante.

Um DIA FELIZ é aquele em que a gente amanhece LEVE, BEM HUMORADO, EM PAZ  (mas com um certo ticaticabum).  Uma ALEGRIA que vem da ALMA, sem motivo, sem razão.
Um DIA em que você está ONDE QUER, COM QUEM QUER. Esse é um DIA FELIZ.

Fui uma CRIANÇA tímida, alegre, ligada, muitas vezes SÓ, mas raramente SOLITÁRIA. Acho que fui uma CRIANÇA DESCOMPLICADA. Foi um bom tempo.

Uma COMEMORAÇÃO marcante foi a formatura da DANIELLE. Fiquei imensamente FELIZ. Por ela, por mim, afinal sinto que tive uma grande participação naquilo tudo. Além do mais, estivemos ao lado de PESSOAS ESPECIAIS que vieram para COMEMORAR COM A GENTE. Foi um GRANDE MOMENTO.

PROGRAMA DE ÍNDIO é todo aquele que (NÃO) responde a seguinte questão: ONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO TOPEI PARTICIPAR DESSE EVENTO?!

LOLA? Uma brincadeira gostosa, minha PARAGUAIA (será que ela é mesmo paraguaia?), animadíssima, sacadérrima, descontraída, PERUA, despachada, aparece sempre no NATAL, a sacola cheia, para distribuir presentes e ALEGRIA. Talvez uma parte de mim mesma…

ESCORPIANOS são maravilhosos. Acho mesmo. Mas, às vezes, podem ser MUITO CRUEIS.
Como todo mundo.
OU NÃO?!

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Gostaria de chegar à água. De lago ou lagoas. Cachoeiras, rios, chuva. Uma cacimba, talvez. Chuva. Por aqui a secura se traduz em névoa, corizas, erupções, incêndios, pigarros e olhos áridos. E em belos dias de sol. Totalmente Nélson: bonitinhos mas ordinários.

No nordeste racha-se a terra ao sol. Racham-se igualmente os pés. Vem de baixo a fornalha. Um sol que, cansado do dia, vem morrer no barro do chão, para, na manhã seguinte, ressuscitar sem sustos. E sem pressa. Patrão. Por aqui vamos secando a partir do umbigo, os pés ainda hidratados. É no peito, no tórax que carregamos a falta dágua e a empurramos com alguma força. Como enfrentássemos um vento forte que não se manifesta a olho nu. Mas o percebo. E o empurro, pedindo passagem.

Sinto o peso da falta dágua. Em meus ombros. Torno-me lento, a alma reclusa. Há um coelho branco por aqui que só sai da toca para apreciar a chuva. E um simpático castor que se banha todo nela. No momento, ambos dormitam de olhos acesos. Calcinados.

A jabuticabeira esbarrou de crescer. No agreste, a mulher ainda menina carrega a lata na cabeça sobre um lenço branco torcido. Saí há pouco com o cachorro, o dia amanhecendo, e encontramos nuvens à frente, não em cima. De uma ponta da rua avistamos a nuvem cinza lá na outra esquina. E do vigia que come o pão na calçada do outro lado não deu para discernir o semblante. Um gato pulou no muro. Gatinhos despertam no pulmão asmático do menino que ainda tenta dormir. Eu o ouço tossir.

É desde criança que espero a chuva. As noites pesadas perdiam terreno se começava a ventar. Vento de chuva. Eu me deitava de costas, os olhos nas telhas, à espera. Quando ela chegava, me enchia de luz. Estava certo que nenhum mal se expressaria nesta noite. Serpentes sob as folhas, tranquilas, ladrões sob os lençóis para também usufruir, morcegos de olhos fechados, matadores de crianças todos paralisados com medo da chuva. E eu de olhos abertos já podia me mexer no colchão e ocupar toda a cama, tamanha a liberdade. Acabaram-se os sustos, esta água é um berço sereno e inalcançável. Os relâmpagos na parede do quarto riscavam trilhas reluzentes. E os trovões no meio da noite exortavam da terra todo o mal. “Papai do Céu está ralhando”, me disse a tia, apontando pro alto. “Eles tão ouvindo, tia, eles tão ouvindo e têm medo”, falei com o dedo na frente da boca, me referindo aos fantasmas.

Portanto, quero chegar à água. Conheço um menino assustado que precisa dormir.

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POESIA

Quando fui garoto, gostava de escrever. Assim, ao léu. A não ser quando a ocasião exigia formalidade – lembra o que contei a respeito do Dia das Mãs, dos Pais, e afins? Então me punha a trabalhar e saía à cata de inspiração. No geral, porém, seguia ao deus dará da vontade, da admiração ou do susto. Da melancolia. De um êxtase arrebatador, como descobrir um ninho de passarinho na árvore. Ou ovos de galinha, no chão, escondidos no meio das folhas. Jamais me refiz deste impacto. Ainda hoje gosto de ‘esconder’ coisas pela casa, pelo quintal. É um prazer ver alguém descobrindo estes ninhos. Magia.

Os escritos lá de trás, meu irmão recolhia e guardava. Cobrava de mim mais compromisso. Com o tempo, pouco sobrou, glória a Deus! Minha mãe guarda algumas poesias, cartões, recados e anotações em suas caixas de sapato gastas. Quando viajo para lá ela sempre vem mostrar o arsenal. Chamamos de alfarrábios. Não consigo ler porque me constrange. São ruins de doer, você pode imaginar. Ela não concorda, ou pelo menos acha graça e se põe a ler para mim quando nos deitamos na cama após o almoço. (É ternura, ou seria vingança?!). Acabamos rindo todos, meu pai ao lado. É de família este humor que se diverte com o patético. E algumas daquelas frases são de fazer rolar a múmia de Ramsés II.

– Eram outros tempos, meu filho. – Mamãe conserta.

Isto tudo para dizer que, sei lá como, me voltou à cabeça este ‘verso’ que escrevi de calças curtas, e já que ficou registrado dentro de mim, resolvi trazê-lo aqui para me lembrar um pouquinho de um dos que já fui.

Mas fique tranquilo. Pouparei você dos outros 99,9 %

“Não pense em mim assim como se pensa,
como percebe qualquer um que passa,
como quem compra um chapéu que se vende,
como quem ama qualquer um de graça.

Não me vulgarize o ser.

Não tente acorrentar meu pensamento,
Tão pouco enevoar meu firmamento.
Nem julgue-se capaz de me entender.”

Saio correndo…

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Olha que interessante esse comentário da Clarice Lispector:

VOCAÇÃO é diferente de TALENTO. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir. Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.

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Todo mundo sabe que não é qualquer relacionamento que sobrevive a uma viagem. Viajar é a oitava maravilha mas, com certeza, boa companhia é a nona. E na hora de decidir com quem embarcar, desconsidere associações formais tipo grau de parentesco, tempo de relacionamento e afinidades fisioculturistas. Os códigos aqui são outros, e mesmo aquele irmão super gente boa, ideal para um classicão no Pacaembu, pode se revelar uma mala sem alça do lado de lá do Atlântico, ou mesmo do Tietê.

Sei de um casal supostamente apaixonado que desfez os planos de lua de mel na Grécia após um simples final de semana no Rio de Janeiro. Com muito bom senso, optaram por quatro dias em Águas de Lindóia, onde as saídas de emergência são bem mais acessíveis. Gente de juízo procede assim, embora os verdadeiramente sábios aproveitem desencontros na Cidade Maravilhosa para devolver as alianças à vitrine da H.Stern.

Com amigos a coisa não é muito diferente. Não é porque você adora fazer o circuito saúde pelo Mundo Verde com aquela amiga saradinha, que um mergulho nas águas, digamos, energéticas, do Ganges estará bem indicado. Saradinhas costumam ter não-me-toques, e o Ganges, bem, você já deve ter ouvido falar… Da mesma forma que vai pegar mal você cair de boca nos eletrônicos da Quinta Avenida, ao lado daquele amigão com o qual você vive criticando o consumismo desenfreado das Américas. E, cá entre nós, um amigo consciente vale muito mais do que aquele Ipod  incrementadíssimo de última geração; ou não?!

Sendo assim, resolvi dar umas sugestões a respeito de como montar a galera que vai se aventurar com você por aí.

Condição básica: nunca mais que quatro, a não ser que a idéia seja alugar uma VAN para descer a serra, virando à direita depois do túnel, mas aí é outra história, e pode encher o carro naquela de quanto-mais-melhor, porque a idéia é esta mesmo, ramo-rê-o-mar e quem for podre que se quebre!

Nunca com menores de 18 anos, mesmo que seja um final de semana na Disney. A menos que sejam seus filhos e este será mais um motivo para você estar excepcionalmente bem acompanhado (por um adulto medicado, evidente); será necessário. E, dos 18 aos 25, só embarque com quem já tiver aprendido a falar alguma coisa além de: ‘tipo um colchão e um travesseiro, vou zoar por aí, tô de boa’…e saia correndo se alguma das criaturas pronunciar coisas como: ‘Em Paris quero estar passando um dia inteiro no Louvre’. Mesmo considerando as boas intenções, você não vai aguentar o gerundismo o tempo todo ao seu lado, eu te garanto. A não ser que você tenha menos de 20 e não saiba do que se trata ‘Caminho Suave’.

Mas digamos que você não conviva com este tipo de gente, claro que não, então, fique esperto para outros detalhes:

Todos devem ser minimamente independentes entre si. Nada de programas coletivos o tempo inteiro, talvez se estiverem se dirigindo a um ashran na India e ainda assim, eu sugeriria uma escapada, absolutamente só, para fumar aquele cigarrinho que você escondeu no fundo falso da mala, que Shiva não abra o terceiro olho, hare, hare!

Outra exceção é se estiver viajando com a Cida que, esta sim, topa todas sem perder o tom e, portanto, não vai bocejar no La Fenice, em Veneza, quando você estiver acompanhando, às lágrimas, La Boheme.  E se acontecer de você perder a concentração e der uma ressonada – que ninguém é de ferro – ela será incapaz de acordá-lo com um beliscão no braço. Manterá a fleuma, carinha de paisagem, e ainda é capaz de oferecer o ombro para você não sair com um torcicolo.

Como Cida só existe uma, continuemos com as precauções:

Nada de quem exagera na mala e está sempre pedindo ajuda para levantar, descer, sentar em cima pra fechar, empurrar e correr para não perder o horário do trem. Na Europa, especialmente, eles são pontualíssimos. Na Ásia, então… Menos ainda com quem, sequer, olha o menu à mesa do restaurante, porque ‘não estou com fome’ e fica beliscando no seu prato. Se isso acontecer, antes de deletar o contato definitivamente, empurre seu prato para ele, cruze os braços e acompanhe com um olhar fulminante o que ele fará a partir daí; Deus vai te perdoar, acredite.

Com quem tem medo de resfriados e correntes de ar, só embarque para o Piauí, no máximo o Ceará, e fora da temporada de chuvas que, sim, também existe por lá. Mesmo em Salvador eles perceberão um ventinho meio frio na orla e pedirão para entrar no restaurante, você adorando a vista e a brisa lá fora. Estes não fazem nada sozinhos, e você deve acompanhá-los sem reclamar. Solidariedade. Quanto à orla e àquela bela noite de lua, bem, o Farol da Barra não vai sair do lugar, não é? e você nunca foi mesmo chegado a torcer um pescocinho…

Aliás, hipocondríacos em geral não costumam ser boas companhias de viagem porque o mundo virou um grande criadouro de vírus e bactérias e eles terão assunto para a temporada inteira; vai encarar?

Evite igualmente aqueles que mal entram no navio já vão perguntando onde estão as lojinhas. São terríveis. Não porque convoquem sua companhia para a empreitada, estes são super independentes, mas porque voltam excitadíssimos e, nem bem te encontram, vão abrindo as sacolas, aos berros, naquele exato momento em que você se passava pela pessoa mais discreta do Cruzeiro, ao lado ‘daquela’ figura que você reparou ainda no check in, e se diferenciava pela elegância.

Tenho um amigo que embarcou com uma vegetariana para a África. A última vez em que trocaram alguma palavra foi à mesa do restaurante quando serviram o miolo de macaco na própria cabeça do animal, que ele aguardava lambendo os beiços. OK, foi um tanto selvagem, mas ela esperava um suflê de chuchu em plena savana africana? Outro convidou o chefe ateu empedernido para um tour pela Itália; você conhece um ateu empedernido?! O chefe se irritou tanto com a quantidade de Igrejas visitadas que demitiu o coitado quando ele entrava de joelhos, concentradíssimo, no Santuário de Lourdes; olha que perigo!

De minha parte não tenho do que reclamar. Verdade que já andei dando trabalho para uns e outros mas, o bom de viajar é que, a não ser que você tenha sobrevivido a uma súbita erupção do Vesúvio, sua memória apaga rapidinho todos os percalços e só registra aqueles momentos em que você se sentiu verdadeiramente feliz. E então, com raríssimas exceções, o comportamento duvidoso daquele companheiro de viagem vai virar piada depois do segundo copo de cerveja, quando você estiver com todos eles, no domingo de sol, olhando aquelas vibrantes fotografias; e morrendo de rir.

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Hoje ficamos SEM PALAVRAS. O convidado deste domingo teve um imprevisto e não conseguiu mandar seu texto a tempo.

Resolvi não substituí-lo. Aguarde o próximo DOMINGO.

Olha que POEMA bonito encontrei no O GLOBO de ontem. É de Ingeborg Bachmann 

Quando alguém vai embora,
tem que jogar ao mar o chapéu com as conchas
que juntou durante o verão
e ir-se com o cabelo ao vento,
tem que lançar ao mar
a mesa que pôs para seu amor,
tem que despejar no mar
o resto do vinho que ficou no copo,
tem que dar aos peixes seu pão
e misturar no mar uma gota de sangue,
tem que enfiar bem sua faca nas ondas
e afundar sapato,
coração, âncora e cruz,
e ir-se com o cabelo ao vento!

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