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Archive for maio \30\UTC 2010

Estou em Belém, onde passarei a semana. A saúde de minha mãe andou alvoroçada nos últimos meses. Digamos que a sentaram em uma montanha-russa, disseram: – divirta-se! – e mandaram ver. O brinquedinho subiu e desceu e voltou a subir, com direito a piruetas, jogo de luz e a um looping sensacional.  Acontece que dona Ceres é sertaneja-sangue-bom, e já está de volta do passeio. Encontrei-a em casa, dando um trato nos cabelos, os cremes devidamente espalhados pelo corpo e um olho curioso que já quer saber o que teremos pro jantar.

De volta do hospital, ela me pergunta por quanto tempo terá que conviver com dois ou três hematomas que a agulha do soro deixou em seu braço. Nem dá pra disfarçar com mangas compridas porque aqui em Belém está quente demais. E mesmo a mais vaidosa das criaturas deve privilegiar o conforto, em detrimento das pequenas causas. Que só precisam de tempo para esmaecer. Sabedoria que também necessita do tempo para ser apreendida.

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UMA SAUDADE
Da minha mocidade

DOIS LUGARES ONDE VIVI E GOSTEI
Flores (Pe) e Goiânia (Go)

TRÊS MOMENTOS
Quando tomei posse de um emprego no Banco da Amazônia, em Balsas. Foi importante naquela ocasião.
Minha chegada ao internato do Colégio Pio X, ali por volta de 1943, em Recife.
O dia de minha aposentadoria.

QUATRO ALEGRIAS
O dia de sua formatura.
O momento em que recebi a notícia de minha nomeação para o banco, em 1957.
Quando foi anunciado o final da Segunda Guerra Mundial, eu, aos 18 anos, passeando nas ruas de Flores, ao som do Hino Nacional. O passeio terminou em um salão de danças com todo mundo, o Juíz de Direito à frente, dançando ao som do Hino.
Quando me deixam pegar meu notebook.

CINCO VALORES IMPORTANTES
Honestidade, Sinceridade, Caridade, Perseverança, Inteligência.

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A ESTRADA

A semana vai chegando ao fim, intercalando turbulências e céu de brigadeiro. A temperatura foi um Boeing cruzando o Atlântico, sujeito a súbitas mudanças, rajadas de vento, tempestades imprevistas e nuvens gentis. Vez em quando um planador célere usufruindo as benesses do bom tempo. E então, muito do alto, a sensação de paz e um panorama espetacular.
Meu coração tem sido um Boeing cruzando o Atlântico.

Dia primeiro de junho festejamos 6 meses do blog. Meio ano depois, reli a primeira postagem onde me perguntava a finalidade da investida. Meio ano depois não tenho a resposta definitiva, mas percebo efusivos sinais. O mais eloquente é, sem dúvida, a troca que se tem estabelecido desde então. Através do próprio blog, por emails,  ou, ainda, pessoalmente. Não pretendo que a comunicação virtual substitua o olho-no-olho, eu, do tempo dos abraços esperados e compartidos. Mas um outro canal de expressão muito agradável se delineia por aqui. Todas as contribuições, por todas as vias, são  bem vindas; ainda acredito bravamente na ‘estrada’. Fernando Pessoa, aquele que vocês sabem, escreve em Eros e Psique: ‘pelo processo divino que faz existir a estrada’. Sim. É realmente divina a possibilidade de nos comunicarmos, nos (des)entendermos, a espécie mesma, mas as digitais irremediavelmente únicas. Escrevi, certa ocasião, ‘a solidão absoluta da impressão digital’, aludindo à magia e à maldição de sermos únicos e indivisíveis. Portanto, cada possibilidade de comunicação, de expressão, de contato, acolho de braços abertos.

Talvez esteja aqui, então, uma estrada que pretendo de barro, em fecunda terra. Mesmo que por cima se deslize asfalto para o mais alto conforto. E que não faltem pontes, túneis e viadutos, soluções de continuidade. Que circulem automóveis, carrões, trens de alta velocidade, bicicletas, charretes e fiacres. Carros de boi e seu lamento. Pentas. Cavalos em pelo. E, por cima, espaçonaves de última geração. Para que nos comuniquemos sempre. E que haja sossego mas não estagnação.

Aprecio varandas, janelas e alpendres. Com vistas. E tenho um sonho recorrente onde me encontro, garoto, em uma casa de paredes brancas no final de uma rua de terra batida, uma pequena aldeia. É fim de tarde. Sentado na janela, de pernas  largadas e queixo na mão, olho, em visão flutuante, a estrada que vem pela frente. Uma silhueta se delineia, lá adiante, na poeira que sobe do chão. Levanto o pescoço esfregando os olhos. Estou curioso. Alguém que chega? Carneiro pastando?

Com a visão limpa e a vista clara percebo, enfim, que é mais do que isso: é um ACENO.

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Todos os amores que agora tenho eu persegui, abri janelas, enfiei o pé na porta, escalei os sótãos, perambulei pelas vigas, subi aos vazios e desci repleto. Desfrutei ali e assim de uma impossível liberdade. Encontrei a chave. Isso me abre pastagens, me credencia, e concede um prazer de saltos no escuro, o céu de relâmpagos.
Quando me canso, duvido ou me escuto é que faço contas, calculo danos, estufo o peito e inspiro o orgulho abrasador das conquistas; mesmo que seja para expirar este irremediável vazio.

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Este final de semana foi primoroso. Estive ao lado de pessoas muito queridas. Começou no sábado com a chegada de Olga e Silvinha. Estendeu-se ao domingo quando recebemos tanta gente especial. Algumas que eu não via há tempos e a quem peço que não se afastem tanto. Em um certo momento eu olhei em volta da mesa e me senti aquecido, tão grande o prazer de estar com eles. Com aqueles todos. Exatamente.

Lembrei de uma canção do Capiba e Hermínio Bello de Carvalho que traduz esta sensação de aconchego e PAZ.

‘Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar
e há que ver os pés de manacá
cheínhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
choro de imaginar!
pra festa da cumieira não faltem os violões!
muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre
aquecendo os corações
A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão’.

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GÊMEOS

TODA UNANIMIDADE É BURRA, certo? ERRADO.

TODAS as pessoas que se relacionam com o WILL são unânimes em afirmar seu caráter, sua generosidade, sensibilidade, perspicácia, inteligência e graça. Amorosidade.

Nada mais justo, portanto, que hoje, seu ANIVERSÁRIO, sejam feitas a ELE todas as HOMENAGENS.

SAÚDE, SORTE, PAZ E MUITA ALEGRIA! 

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